Um TDAH, um investigador ...

Quem diria que essa pequena arteira fosse fascinada pelo mundo dos diplomas e certificados? 
Que essa pequena investigadora de formigas e lesmas no quintal da casa fosse se interessar também pelas pesquisas acadêmicas? 

Pois, sim! 
No mundo da hiperatividade e do déficit de atenção também habita aqueles que se empenham em saber mais pelos pequenos assuntos e não se contentam com o saber comum.

Pessoas com TDAH não são menos inteligentes que as outras. Embora nós, portadores do transtorno, apresentemos alteração na concentração, podemos ter o rendimento "normal" dentro de sala e no ambiente de trabalho (fonte:

Coloquei esses dados acima para lhe dizer que científicamente não temo porque você acreditar que nós portadores de TDAH teremos menos capacidade de aprender que as pessoas ditas "normais", apenas que por questões fisiológicas temos dificuldades de assimilar apenas uma coisa que está sendo apresentada pelo professor, pelo comunicador, pelo vídeo, pelo livro e assim por diante. Isso nos nossas mentes abertas para termos "insights" aos temas apresentados ou a qualquer coisa que surgir ligado ou não ao tema. 

Com certeza você já me ouviu no meio da conversa dizer "Tive uma ideia!", certo?! Isso se deve a falha na inibição do córtex pré-frontal, que causa a dispersão do pensamento. Eu, e os demais portadores de TDAH, temos dificuldades em utilizar experiências vividas anteriormente - os famosos erros e acertos, e também essa desorganização mental constante é por causa desse córtex pré-frontal. Uma questão mais biológica do que meramente "querer ou não querer".

No meu caso, especialmente, tive em minha infância e adolescência um grande estímulo materno em desenvolver minha criatividade e organização, por isso, consigo hoje ser o que sou. Minha paixão pelos estudos e liderança vieram de uma concepção pessoal e gerada divinamente, nem todo TDAH são dessa forma. 

Passei anos de minha vida considerando o amor pelos estudos algo errado comparando esse amor pelo desempenho nos boletins, notadamente isso está equivocado. Com as devidas orientações de professores que com a devida paixão pelo educar foram me orientando a desenvolver a pesquisa no meu rítmo e vendo em mim o potencial para seguir a carreira acadêmica. Notei que o extinto pesquisador já existia desde a infância e que tudo isso já me seguia desde a educação infantil.
Prossigo dessa forma em busca de mais um diploma e alertando que é possível que um TDAH embarque em um conceito acadêmico de forma correta e respeitando seus limites e desbravando novos horizontes

Lívia Ferreira Machado
em 30/07/2020


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